Parto cesária: entenda as novas regras para este tipo de parto

Nesta semana, o Conselho Federal de Medicina determinou que o agendamento de cesáreas sem indicação médica só pode ser feito após a 39ª semana de gestação (que em geral a penúltima). Saiba o que muda na prática.

Segundo o Ministério da Saúde, 55% dos nascimentos no Brasil acontecem por meio dessa cirurgia. Considerando apenas o setor de saúde privado, essa porcentagem sobe para 84%. Para se ter uma ideia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que o ideal é que essa taxa seja de, no máximo, 30%.

Parto cesária: entenda as novas regras para este tipo de parto
Parto cesária: entenda as novas regras para este tipo de parto

E, infelizmente, grande parte das cesáreas realizadas por aqui acontecem antes de o bebê estar -- de fato -- pronto para deixar a barriga da mãe e enfrentar o mundo em que vivemos (rodeado de barulhos, alta luminosidade e temperatura oscilante). E isso pode levar os recém-nascidos a passarem mais tempo na UTI neonatal, além de estarem mais expostos a problemas respiratórios, por exemplo.

Com o objetivo de mudar essa realidade, o Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou, nesta segunda-feira (20), uma nova resolução que define critérios para as cesarianas feitas no Brasil a pedido das pacientes, ou seja, quando não há indicação médica para o procedimento.

De acordo com a norma, se não houver qualquer tipo de comprometimento da saúde da mãe ou do bebê, o parto cirúrgico optado pela gestante só poderá ser realizado após a 39a semana de gravidez – e ainda assim, a escolha deverá ser registrada em um prontuário.

"A decisão deve ser registrada em termo de consentimento livre e esclarecido, elaborado em linguagem de fácil compreensão, respeitando as características socioculturais da gestante", prevê o texto da resolução.

Orientação médica - exigência


Outra exigência do CFM é que o médico oriente a futura mamãe, ao longo de todo o pré-natal, sobre os benefícios do parto normal e os riscos e indicações da cesárea. Assim, a escolha do parto será feita de forma consciente pela grávida. "É ético que a mãe escolha a via de parto, contanto que ela saiba os riscos que está correndo", comenta a ginecologista e obstetra Ana Lucia Beltrame, especialista em reprodução humana, de São Paulo. "O que não pode acontecer é a gestante ser induzida pelo médico a fazer a cesariana", acrescenta.

Mudanças positivas relacionando o parto cesária


Para Ana Lucia, as novas regras vão ao encontro das boas práticas médicas e inclusive de diretrizes internacionais.

"O bebê é considerado a termo a partir da 37a semana de gravidez, o que não significa que ele esteja pronto para nascer", observa a ginecologista e obstetra.

Ela explica que, a fim de evitar riscos para o recém-nascido, é preciso ter certeza de que o pequeno já está maduro para vir ao mundo – o que acontece, geralmente, depois das 39 semanas.

"Uma das grandes críticas atualmente é o aumento das internações nas UTIs neonatais por problemas respiratórios", explica a médica. E isso se dá, muitas vezes, porque o bebê deixou o útero da mãe antes do tempo ideal. A reta final da gestação é fundamental para o desenvolvimento não só do sistema respiratório, mas também do cérebro da criança. E tirá-la de lá precocemente, ainda que a termo, pode trazer prejuízos.

A determinação do CFM vale para hospitais tanto da rede pública quanto da particular e entra em vigor a partir da data de sua publicação no Diário Oficial da União.

Espero que tenha gostado deste artigo. Recomendo a leitura do artigo: "Acupuntura na gravidez alivia enjoos e dores lombares".


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Quais alimentos comer ou evitar para prevenir câncer de mama

Já se sabe que o câncer de mama quando aparece após os 50 anos ele pode depender muito dos fatores 'gatilhos' como o fumo, obesidade, falta de exercícios físicos e má alimentação, já que nessa fase da vida o câncer de mama é menos hormônio-dependente do que a doença que aparece antes dos 50. Mas de qualquer forma, se a mulher ficar atenta aos vários fatores de risco citados acima pode conseguir prevenir que a doença apareça em qualquer idade. Mas é bom ter em mente que levar uma vida saudável "pode" ajudar a evitar, mas não livra as mulheres de fazer o auto-exame nos seios após cada menstruação e nem de ir a consultas anuais ao médico ginecologista e fazer mamografia com a periodicidade indicada por seu médico.

Leia também: 10 motivos para fazer mamografia.

O livro "The Breast Cancer Prevention Cookbook" de Hope Ricciotti e Vincent Connelly traz de forma sucinta a relação entre câncer de mama e alimentação. Segundo o livro, há alimentos que devem ser evitados e outros que devem ser acrescidos na alimentação.

Quais alimentos comer ou cortar para prevenir câncer de mama
Quais alimentos comer ou cortar para prevenir câncer de mama


O livro é resultado de um estudo de cinco anos, que analisou o que mais de 3.000 mulheres colocavam no prato diariamente. Confira o resultado:

Quais alimentos comer ou cortar para prevenir câncer de mama


Alimentos que devem ser evitados por serem fatores de risco para desenvolver câncer de mama:

Carne vermelha (sobretudo as gordas)


A gordura saturada presente na carne vermelha, por exemplo, está claramente associada aos riscos de se desenvolver câncer de mama no período pós-menopausa, segundo a publicação. Esta substância também diminui as chances de sobrevivência após o diagnóstico da doença.

O autor do livro recomenda que as mulheres comam menos de 70 g a 90 g por dia (1 bife pequeno ou médio), além de evitar as carnes bem-passadas e o churrasco (que também é cancerígeno - entenda o porquê no post: Carne vermelha, males que o consumo traz. Pela mesma razão, o uso de grills para preparação da carne vermelha não é recomendado. Segundo ele, este tipo de cozimento produz elementos cancerígenos.

Fritar, grelhar ou assar a carne até que ela fique "torradinha" pode formar substâncias químicas desencadeadoras da doença, mostrou pesquisa recente que analisou cerca de 1.700 pessoas que foram submetidas a uma dieta rica em carne "bem passada" e "ao ponto". Os resultados apontam que o grupo de voluntários que se alimentou com carne torrada (a popular sola de sapato) se tornou até duas vezes mais suscetível ao desenvolvimento de câncer do que o grupo que comeu a carne em outras condições.

Leia também: Aumenta incidência de câncer de mama entre mulheres jovens.

Bebidas alcoólicas


O consumo de álcool aumenta o risco de se desenvolver o câncer de mama, e também eleva a taxa de reincidência da doença — inclusive em pessoas que bebem apenas socialmente. Quanto mais álcool for ingerido, maior a chance de se desenvolver câncer de mama. Por exemplo: três ou mais drinques por dia aumentam em 50% essa probabilidade. E a provável razão está abaixo:

Segundo o livro, os médicos não conseguem especificar o porquê desta conexão, mas supõem que possa ser algo ligado ao funcionamento do fígado, que, sobrecarregado com a tarefa de processar o álcool, deixaria de extrair o estrogênio do sangue. Isso levaria a um aumento dos níveis desse hormônio no organismo, o que é prejudicial ao corpo feminino, já que o estrogênio é conhecido por estimular o crescimento das células dos seios, aumentando, assim, o risco de se desenvolver a doença.

Açúcar branco (refinado)


O açúcar também deve ser reduzido por aumentar o nível de glicose no sangue, o que eleva a concentração de insulina, um dos fatores mais conhecidos como vilão no surgimento do câncer de mama.

Leia também: Remédio DES dobra risco de câncer em filhas cujas mães o usaram na gravidez.

Gordura trans


A gordura hidrogenada (trans) está presente em alimentos industrializados como bolos, biscoitos, batatas congeladas e outras guloseimas. O livro mostra que alimentos deste tipo contêm "gorduras escondidas". Fora isso, a gordura hidrogenada presente neste tipo de comida aumenta o colesterol "ruim", e diminui o colesterol "bom".


Embutidos


Acredita-se que os conservantes adicionados às carnes processadas (nitritos e nitratos) como — bacon, presunto, mortadela e salsicha, por exemplo — sejam cancerígenos. Ainda que não haja provas concretas disso, o recomendável é que as mulheres evitem este tipo de alimento.


Alimentos que devem ser consumidos por acreditar-se previnem o câncer de mama:





Verduras com folhas verdes escuras e beterraba


Vegetais de folhas escuras como o espinafre e também a beterraba, são repletos de vitamina B, que tem o poder de "reforçar" o DNA, reduzindo, assim, os riscos de câncer. Por isso, devem estar presentes sempre que possível ao menos em uma das refeições do dia.

Soja


Por conter fitoestrogênio, substância vegetal que tem ação parecida com a do estrogênio no metabolismo, a soja ajuda a regular a produção do hormônio de uma maneira que previne o crescimento de células cancerígenas, de acordo com o livro.

Leia também: Teste genético que detecta câncer de mama.

Feijões e outros grão e leguminosas 


Eles têm muitas fibras e proteínas que ajudam o organismo a reparar os danos causados pelos tratamentos contra o câncer, além de cálcio, ferro e vitamina B. O livro sugere que as mulheres aumentem seu consumo acrescentando-os a sopas, caldos e saladas.

Frutas


As frutas são ricas em antioxidantes (sobretudo as bem vermelhas ou bem amarelas), que previnem um processo em que as moléculas de oxigênio se associam a outros elementos e causam danos genéticos às células — o que aumenta as chances de se desenvolver câncer de mama. Elas também são uma excelente fonte de fibras dietéticas, que, segundo estudos, ajudam a diminuir o risco de se ter a doença. Aposte em frutas como cereja, ameixa, suco da casca da uva roxa, amora, morango (prefira orgânico por causa dos agrotóxicos), etc.

Brócolis e seus parentes


Vegetais como o brócolis, couve-flor, couve, couve-de-bruxelas e repolho roxo e verde são ótimas fontes de nutrientes que comprovadamente previnem o surgimento de células cancerígenas e também auxiliam no controle de metástases.


Azeite extra-virgem

(este não está no livro, mas achei importante colocar aqui)

Segundo um novo estudo da Universidade de Navarra, na Espanha e publicado na revista científica JAMA Internal Medicine, a dieta mediterrânea, rica azeite de oliva extra virgem, diminui em 68% as chances de desenvolver câncer de mama. Lembre-se de que se aquecer o azeite além do ponto de fumaça, o azeite (mesmo o mais puríssimo extra-virgem com acidez menor que 0,5%) se torna maléfico em vez de benéfico. Use-o frio, em saladas! ;-)


O livro "The Breast Cancer Prevention Cookbook" foi escrito em inglês e pode ser adquiridos em vários sites, como a Amazon.

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