Leite materno protege contra obesidade infantil

Leite materno protege contra obesidade infantil. Campanhas e educação para a saúde são fundamentais.

Quando se fala das causas da obesidade infantil, dificilmente as pessoas a associam aos primeiros hábitos alimentares, ou seja, ao leite materno. Mas as pesquisas atuais têm indicado, dentre os inúmeros benefícios do leite materno, o de ser um fator de proteção para a obesidade infantil e na adolescência. Lembrando que o leite materno é o melhor alimento do bebê até os 6 meses de vida de forma exclusiva e 2 anos ou mais com alimentação complementar, o leite materno tem todos os nutrientes necessários para o bebê.



O bebê regula o tempo e a quantidade das mamadas. Isto ocorre por causa da quantidade de gordura que lhe dá a sensação de saciedade, o que favorece um ajuste do peso. Esta sensação também é regulada pelo hormônio presente no leite conhecido como leptina.

► Leia também: Obesidade na gravidez afeta imunidade do bebê, diz estudo.

Isso já não ocorre com o leite artificial, já que quem regula a quantidade é a pessoa que dá. Bebês que são amamentados no peito ganham menos peso se comparados aos que tomam leite artificial.



No entanto, uma das crendices mais comuns é que o leite materno é fraco e que não alimenta suficientemente o bebê. Daí, acontece das mães após a mamada, oferecerem a mamadeira com o leite artificial, o que faz com que o bebê aumente seu peso.

Presume-se que o leite materno pode favorecer um gosto por alimentos menos calóricos, que perdura pelo resto da vida. O leite artificial eleva os níveis de insulina, uma vez que ele contém mais proteína que o leite materno, o que pode estimular um depósito maior de gordura no organismo. Importante citar também, que o efeito do aleitamento materno é cumulativo: quanto mais tempo o bebê é amamentado, menos risco de excesso de peso para o bebê, de 6 a 10% menos. Daí a importância de amamentar de forma exclusiva até os 6 meses.

Outro dado importante é a relação feita entre o peso do bebê até os 4 meses e o peso na vida adulta. Bebês que ganham muito peso nesta fase, tendem a serem obesos no futuro. Também foi verificado que crianças e adolescentes que nunca tinham recebido leite materno, apresentaram duas vezes mais risco de se tornarem obesas na infância. Não há ainda conclusões que comprovam a relação causal entre obesidade a aleitamento materno, mas há fortes evidências.

► Leia também: Hiperprolactinemia: o que é o distúrbio que faz produzir leite mesmo sem estar grávida.

Desta forma, recomenda-se um grande investimento na alimentação nos primeiros anos de vida, quiçá na primeira hora. No Brasil, na última pesquisa de prevalência publicada em 2009, apenas 41 % das mães estavam amamentando de forma exclusiva e a duração mediana do aleitamento materno em 11,2 meses, o que está longe do ideal, embora tivéssemos melhorado.

Daí a importância das campanhas e da educação para a saúde que trabalhe sobre os benefícios do leite materno, tanto do ponto de vista nutricional, como odontológico, fonoaudiológico, da linguagem, cognitivo, imunológico, econômico, dentre outros. Sem contar as vantagens para a mãe. Porém, sabemos que há vários fatores de risco para o desmame precoce, dentre eles: a idade da mãe, o trabalho, os mitos e crendices, a falta de apoio, o desejo de amamentar, a experiência bem sucedida, o tipo de parto.



Nesse sentido, o Proama (Projeto Amamentar), coordenado pela professora Silvia Marina Anaruma, é um projeto de extensão à comunidade, desenvolvido pela Unesp, dentro do Departamento de Educação do Instituto de Biociências de Rio Claro, com o objetivo de reunir os segmentos da sociedade envolvidos com a questão do aleitamento materno.

Com o objetivo de defender e incentivar a amamentação, o Proama vem atuando há 17 anos, alcançando um significativo reconhecimento, através de cursos, produção de material didático, orientações à mães e profissionais e parcerias com o setor público e privado.

Para conhecer um pouco desse trabalho, acesse http://ib.rc.unesp.br/#!/proama ou o face book: PROAMA.
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Autismo pode ser causado por desequilíbrio hormonal na gravidez, diz pesquisa

Estocolmo (AFP) - Filhos de mães que produzem excesso de hormônio masculino [testosterona] têm o risco consideravelmente mais elevado de desenvolver autismo, segundo um estudo do Instituto Karolinska de Estocolmo, publicado na revista Molecular Psychiatry.

O estudo demonstra pela primeira vez o vínculo entre a Síndrome de Stein-Leventhal ou Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e os Transtornos do Espectro Autista (TEA), ou seja: Autismo pode ser causado por desequilíbrio hormonal na gravidez.




As mulheres afetadas por esta síndrome, ou seja entre 5% e 15% das que possuem idade de ter filho, segregam uma quantidade anormalmente elevada de hormônios andrógenos, inclusive durante a gravidez.

► Leia também: Qual a relação entre gravidez x Alzheimer?

"Descobrimos que um diagnóstico de SOP na mãe aumentava em 59% o risco de TEA na criança", explicou a psiquiatra Kyriaki Kosidou, do departamento de ciências da saúde pública do Instituto Karolinska. 
"O risco é ainda mais importante entre as mães afetadas pela SOP e a obesidade, uma afecção comum se houver um excesso marcado de produção de hormônios andrógenos", acrescenta.
Autismo pode ser causado por desequilíbrio hormonal na gravidez, diz pesquisa
Autismo pode ser causado por desequilíbrio hormonal na gravidez

Depois de estudar os relatórios médicos relativos a todas as crianças entre 4 e 17 anos nascidas na Suécia entre 1984 e 2007, os pesquisadores estabeleceram um vínculo estatístico entre esta patologia e a TEA.



O estudo, em compensação, não pôde elucidar por que a TEA afeta quatro vezes mais os meninos do que as meninas.

Os pesquisadores enfatizam, além disso, que as causas subjacentes do vínculo entre a SOP e a TEA não "estão completamente claras e que são necessários estudos mais profundos, por isso é muito cedo para fazer recomendações específicas".

► Leia também: Deficiência de vit. D e autismo
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O autismo é um trastorno do desenvolvimento que se manifesta principalmente na dificuldade de estabelecer interações sociais e se comunicar.

Fonte/ Créditos: Agência AFP/Estocolmo
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Teste avalia se cremes para rugas funcionam mesmo. Veja o resultado

O envelhecimento de nosso organismo é inevitável. Nossa pele perde firmeza, hidratação e brilho e ganha linhas de expressão e manchas. Hoje em dia, há uma infinidade de cremes que prometem “parar” a ação do tempo sobre a pele, mas é difícil apontar algum que realmente tenha seus efeitos comprovados.

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No teste com quatro marcas de cremes antirrugas que acompanhamos, somente uma melhorou o aspecto das rugas segundo as voluntárias.

Recentemente, a Associação dos Consumidores (Proteste) acompanhou um estudo com quatro marcas importadas de cremes hidratantes antirrugas para peles normal a seca (Clarins, Nivea, Clinique e Lâncome), com preços que variam de R$ 56 a R$ 500, para verificar o potencial antiidade e hidratante de tais produtos.

Uma parte do teste contou com a participação de um grupo de 120 voluntárias, entre 31 e 70 anos, que deram sua opinião sobre os resultados após o uso (em 30 dias). Embora todos tenham agradado por suas texturas, fragrâncias e consistências, apenas o Clarins apresentou uma leve melhora nas rugas na opinião das voluntárias.

Já o resultado em laboratório, com equipamentos específicos para “fotografar” a pele, mostrou que os produtos têm uma eficácia razoável sobre as rugas. Além disso, para nossa surpresa, a marca mais barata (Nivea) foi a que mais hidratou.

► Leia também: Cosméticos Multifuncionais, o que são?

Já em relação às rugas, apenas o Clarins apresentou uma leve melhora na aparência, na opinião das voluntárias que testaram o produto. Os testes em laboratório mostraram que os produtos têm eficácia 'razoável'.

É importante ressaltar que cada pessoa possui características específicas em sua pele e, por isso, pode reagir de modo diferente aos cremes. Ou seja, o produto que teve desempenho razoável para as participantes do estudo pode não funcionar para você e vice-versa.

As mais de 120 voluntárias usaram os produtos por cerca de um mês. Em laboratório, foram avaliados a ação antirrugas e o potencial hidratante dos quatro cremes. Para se chegar ao resultado, as participantes aplicaram os produtos duas vezes ao dia durante 28 dias. Ao final desse período, voltaram ao laboratório para serem “fotografadas” por um equipamento (Foits), que faz uma análise em 3D da pele, e assim verificar se houve melhora no aspecto das rugas. Com um aparelho chamado corneômetro, foi possível também medir o grau de hidratação da pele ao final do tratamento.

O resultado


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