Violência contra mulheres: Mais da metade das pessoas conhece uma mulher agredida pelo parceiro

O Data Popular e o Instituto Patrícia Galvão ouviram 1.501 pessoas em 100 cidades entre 10 e 18 de maio, o resultado não poderia ser mais terrível com relação à violência contra mulheres: 54% das pessoas conhecem ao menos uma mulher que já sofreu algum tipo de agressão pelo parceiro.

“A dor das mulheres ricas não sai no jornal, mas a das mulheres pobres sai nos jornais populares. As mulheres que mais denunciam, porque dependem das políticas públicas, são as de classe baixa. É uma questão de classe e esta pesquisa mostra isso”, afirmou a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci de Oliveira, que participou da divulgação do documento “Percepção da sociedade sobre violência e assassinato de mulheres” nesta segunda-feira, 5 de agosto em São Paulo.

Violência contra mulheres

Além disso, 85% das pessoas acreditam que mulheres que denunciam os parceiros correm mais risco de ser assassinadas e que este pode ser um temor das agredidas.

As principais razões para a mulher não se separar do agressor para 66% e 58% das pessoas tem como razão a vergonha e medo de ser morta. Enquanto isso, 49% acreditam a tolerância da mulher acontece somente por causa dos filhos. Para 47%, a dependência financeira do marido é um fator avaliado pela mulher que não denuncia.

Não é demais observar que os números da violência contra a mulher só continuam crescendo. Enquanto isso, a ministra Eleonora Menicucci de Oliveira, afirmou que em 8 de março de 2014, Dia da Mulher, serão inauguradas “casas da mulher brasileira” em dez capitais do Brasil.

“Nestas casas, haverá uma delegacia da mulher, juízes de plantão e representantes do Ministério Público, que poderão ajudar a vitima e até obter uma medida cautelar de proteção no momento em que a mulher procurar ajuda. Nas casas, que serão uma parceria dos governos federal, estadual e municipal, haverá profissionais para dar ajuda profissional e econômica, atendimento social e de saúde, brinquedoteca para crianças e um alojamento provisório.”

Fonte: Agência Patrícia Galvão

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