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Mulher de 40 anos de hoje é a de 30 anos de antes, a de 60 está mais jovem do que nunca...

Sempre que uma amiga me diz que está deprimida por estar com mais de trinta, ou quando alguém se sente infeliz por estar com 50 anos eu digo:

 "- Calma, a mulher de 40 anos de hoje é a mulher de 30 anos de anos atrás." Isso porque os tempos são outros, a expectativa de vida aumentou muito, a gente cuida muito mais da nossa saúde da mulher e o pensamento também mudou. Uma matéria do iG, expressa tudo o que penso a respeito.

A matéria:
O perfil das mulheres brasileiras mudou bastante nos últimos anos, especialmente o daquelas que vivem em grandes centros urbanos, com maior acesso à tecnologia, à educação e ao mercado de trabalho. A imagem da vovó que ficava sentada na cadeira de balanço fazendo tricô, cozinhando para os netos e maldizendo a vizinha desquitada está em extinção.

Hoje, a mulher de 60 anos pode até ter habilidades para o artesanato e preparar bolos deliciosos, mas também trabalha, vai à academia, namora – e passa longe da acepção de “idosa” que um dia nossas avós e bisavós encarnaram.
Mulher de 40 anos de hoje

Hoje, ninguém se espanta ao ver uma mulher de 30 anos solteira, uma de 40 sem filhos, outra de 50 de namorado novo ou uma de 60 começando um trabalho. A atual geração feminina parece estar redefinindo as antigas faixas etárias: os 30 parecem os novos 20; os 40, os novos 30 – e assim por diante. “Depois das conquistas em movimentos sociais e feministas, as mulheres adotaram outra forma de conviver na família, na vida cotidiana, na maneira de se comportar”, diz a historiadora e socióloga Rosana Schwartz, líder do Núcleo de Estudos de Gênero, Raça e Etnia da Universidade Mackenzie.

Ter filhos mais tarde, ser independente financeiramente, dedicar-se aos estudos, cuidar do corpo e continuar trabalhando, inclusive na terceira idade, são comportamentos cada vez mais comuns. Um exemplo é o número de mães com idade entre 30 e 34 anos, que subiu de 14,73%, em 2001, para 17,63%, em 2011, segundo estatísticas do Registro Civil 2011. A participação das mulheres no mercado de trabalho também aumentou: passou de 41,5%, em 1999, para 48,8%, em 2009, conforme os dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) de 2010.

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Fonte: iG

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Hiperprolactinemia: o que é o distúrbio que faz produzir leite mesmo sem estar grávida


Hiperprolactinemia. De novo: Hiper-pro-lac-ti-ne-mia, uma condição de nome difícil, mas de fácil entendimento que significa uma produção excessiva do hormônio prolactina pelo organismo da mulher.

Tal disfunção interfere no ciclo menstrual, na libido e na fertilidade de homens e mulheres.

Hiperprolactinemia: o que é o distúrbio que faz produzir leite mesmo sem estar grávida
Hiperprolactinemia: o que é

Uma doença de nome complicado, mas que é mais comum do que se imagina e pode trazer uma série de inconvenientes. Causada pela produção em excesso de hormônio prolactina – que, entre outras funções, é responsável pela produção do leite materno – a hiperprolactinemia é um distúrbio que, se não identificado a tempo, pode atrasar o diagnóstico de um tumor benigno.




Um dos principais sintomas da doença é a produção de leite fora do período normal de amamentação após o parto.

“É a chamada galactorreia”, explica Nina Musolino, médica-supervisora do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), que ainda esclarece: “a hiperprolactinemia também causa alterações menstruais, como irregularidade e até falta de menstruação, e em homens, redução da potência sexual, além de redução da libido e infertilidade em ambos os sexos”.

Causas da Hiperprolactinemia


Entre as principais causas da hiperprolactinemia está o uso de alguns medicamentos, entre eles, antipsicóticos, antiácidos, antieméticos (remédios para enjoo) e anti-hipertensivos. Estresse, casos de hipotireoidismo primário e síndrome dos ovários policísticos também estão relacionados com o surgimento da alteração.




Diagnóstico da hiperprolactinemia


Além dos sintomas relacionados, o diagnóstico da hiperprolactinemia é feito por meio de um exame laboratorial que mede a concentração de prolactina no sangue. Níveis acima de 20 ou 25 ng/ml caracterizam o distúrbio. Já quando o resultado da análise for acima de 100 ng/ml, existe a possibilidade da existência de um tumor benigno da hipófise. “Esses tumores podem causar distúrbios neurológicos como cefaleia e perda visual”, diz a médica. Porém vale ressaltar que, geralmente, as consequências são reversíveis e os tumores são muito sensíveis ao tratamento medicamentoso.

Tratamento da hiperprolactinemia


Na maioria dos casos de hiperprolactinemia, o tratamento é feito com medicamentos com ação semelhante à da dopamina, como Dostinex (cabergolina), que agem diretamente na hipófise, reduzindo a produção da prolactina (ler: saiba mais sobre a prolactina)

“A cabergolina tem ação semelhante à dopamina e é o principal medicamento utilizado no combate à doença porque tem melhores resultados e menor interferência de efeitos colaterais”, diz a especialista.

Mesmo nos casos de tumores produtores de prolactina (prolactinomas) a substância é o tratamento de escolha.

“A duração do tratamento vai depender da causa da hiperprolactinemia e é muito variável. O medicamento pode ser indicado por muitos anos sem prejuízo do efeito”, conclui.

Em situações de falta de resposta à cabergolina, deve-se considerar a possibilidade de cirurgia para retirada do prolactinoma: no Brasil, apenas 15% a 20% dos indivíduos com hiperprolactinemia precisam ser submetidos à cirurgia.
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