Mulheres grávidas podem comer peixes?

As mulheres grávidas precisam dar atenção especial à alimentação, e, por isso, surgem muitas dúvidas sobre quais alimentos são ou não permitidos às gestantes.

Uma das dúvidas mais comuns é sobre o consumo de peixes durante a gestação. Afinal, mulheres grávidas podem comer peixes?

Mulheres grávidas podem comer peixes
mulher grávida/foto

Quando as gestantes comem peixes, elas expõem o feto à neurotoxina metil mercúrio. Por outro lado, os peixes contêm compostos que estimulam o desenvolvimento cerebral do bebê, como os ácidos graxos poli-insaturados, conhecidos como ômega-3.

Pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, avaliaram nutricionalmente 225 mulheres grávidas e monitoraram o desenvolvimento da fala e da inteligência de seus filhos.

Os resultados mostraram que filhos de mães que consumiam peixe apresentavam melhor desenvolvimento do que os de mulheres gestantes que não consumiam esse alimento.

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Como combater os sintomas da TPM

Entre os principais sintomas da TPM estão uma maior irritabilidade, cansaço, dores de cabeça, inchaço, sensibilidade nos seios, ansiedade e depressão, de leve a moderada. A maioria das mulheres que sofrem de sintomas intensos de TPM precisam de acompanhamento para descobrir a causa do problema e poderem, assim, saber como combater os sintomas da TPM.



A principal causa seria hormonal, já que neste período do mês, o corpo se prepara para a menstruação, e há um aumento no nível de estrogênio ou queda da progesterona. Mas há várias outras causas, inclusive psicológicas, que podem influenciar a TPM.

Como combater os sintomas da TPM?


Como combater os sintomas da TPM
Como combater os sintomas da TPM

1. Alimente-se bem e beba muitos líquidos


Apesar de nesta fase o corpo reter muito líquido, o que causa inchaço e outros sintomas, manter-se bem hidratada é fundamental. Chás ajudam muito, assim como sucos de frutas e folhas verdes, ricas em ferro. Consuma com alimentos que contenham muita vitamina C, como a acerola, laranja e limão, pois a vitamina C ajuda o corpo a absorver o ferro.

2. Tabela menstrual


Um hábito simples mas muito eficaz para ajudar com os sintomas da TPM é ter uma tabela menstrual em que você anote os dias de sua menstruação e outras fases do seu ciclo, todos os meses.

Esta tabela vai lhe ajudar a conhecer melhor seu ciclo e a compreender as mudanças pelas quais seu corpo passa todos os meses. Também te ajuda a se preparar: marque a semana pré-menstrual e evite marcar compromissos importantes nesta época e também nos dias de sangramento. Também evite tratamentos que envolvam algum nível de dor, como depilação com cera e tratamentos dentários, ou exercícios físicos intensos, como corrida. Nesta fase, o corpo está muito sensível e quer mais é descanso.

3. Consuma refeições mornas e evite gelados


A temperatura interna do corpo pode mudar quando consumimos muitos alimentos gelados. Pelo menos nesta fase, prefira alimentos mornos a quentes (mas não muito!), que ajudam o fluxo dos fluidos corporais.

4. Reserve um tempo para você


O dia a dia agitado que muitas de nós enfrentamos só faz piorar os sintomas de TPM. Na semana que antecede a menstruação e na semana da menstruação, nosso corpo pede descanso. Na medida do possível, reserve este período para diminuir o ritmo, dormir mais e relaxar a mente.

5. Exercícios leves ajudam


Algumas posturas de yoga, tai chi, caminhadas leves na natureza e outras atividades físicas que não exijam muito do corpo também ajudam nesta época.

Se os sintomas da TPM estiverem muito intensos, é necessário se consultar com um profissional de saúde. O ideal é ir ao ginecologista e ele poderá inclusive que você vá a um psiquiatra para tratar os sintomas como depressão.

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Infertilidade feminina pode se originar na adolescência

Descuidos da adolescência podem levar a infertilidade feminina.





Um especialista no assunto, o dr. Assumpto Iaconelli Junior, dá três conselhos importantes para quem está começando a vida sexual.


Infertilidade feminina pode se originar na adolescência
Infertilidade feminina pode se originar na adolescência


Dicas para evitar a infertilidade já na adolescência


1. Fazer visitas regulares ao ginecologista. 


“Muitos pais são bastante regulares em relação às visitas ao pediatra. Entretanto, assim que a criança entra na fase pré-adolescente, abandonam esse costume. Esse é um erro muito comum e que deve ser evitado. Os pais tanto podem levar seus filhos ao hebiatra (que atende crianças de zero a 18 anos), como escolher um ginecologista de sua confiança para levar as meninas assim que entram na puberdade ou mesmo antes. Esse acompanhamento da saúde sexual feminina é fundamental”.

>> Leia tambémClamídia pode causar infertilidade.


2. Usar preservativo também nas preliminares.


“Há sempre aquela adolescente que teme contrair uma DST, mas acha que esse tipo de doença só é transmitido mediante relação sexual consumada. Mas, mesmo nas preliminares, durante sexo oral ou anal, o risco de contrair doenças é iminente. Portanto, é fundamental usar preservativo também nessas circunstâncias. Vale lembrar que o uso de ‘camisinha’ não é responsabilidade apenas do parceiro. Sendo assim, tenha sempre preservativos masculinos e femininos na bolsa”.




3. Jamais fazer ‘vista grossa’ a um corrimento.


“Apesar de nem todo tipo de corrimento vaginal ser motivo de preocupação por estar associado a um diagnóstico de clamídia ou outra doença sexualmente transmissível, é importante consultar um ginecologista se o problema persistir por mais de uma semana, apresentar coloração acentuada, ou mesmo se exalar forte odor”.

>> Leia também: INFERTILIDADE - Causas de infertilidade e o que é infertilidade.


Fonte: Dr. Assumpto Iaconelli Junior, médico ginecologista, especialista em Medicina Reprodutiva e Fertilização Assistida, diretor do Fertility Medical Group – www.fertility.com.br


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Histerosalpingosonografia. Novo exame avalia causas de infertilidade feminina

Um novo exame permite avaliar causas de infertilidade feminina com mais precisão e menos riscos.

Atualmente, calcula-se que a cada cinco casais em idade reprodutiva pelo menos um apresentará dificuldade em obter uma gestação durante a vida. Alterações das tubas uterinas e da função ovariana são algumas das causas mais prevalentes nas mulheres.

Para auxiliar na investigação, acaba de surgir um novo exame avalia causas da infertilidade, cujo contraste acaba de ser aprovado pela ANVISA, tem a finalidade de estudar a permeabilidade das tubas uterinas.

Objetivo do novo exame (histerosalpingosonografia)


O objetivo é verificar se estão obstruídas, dilatadas ou com trajeto alterado, além de oferecer informações sobre a anatomia do útero, malformação uterina, pólipos, miomas ou cicatrizes uterinas.

De acordo com o Dr. Paulo Cossi do RDO Diagnósticos Médicos, trata-se de um exame sem irradiação sobre os ovários. “Isto é muito importante por se tratar de mulheres em fase reprodutiva.

Além de não utilizar contraste iodado, a histerosalpingosonografia diminui o risco de processos alérgicos e choques anafiláticos, e a paciente sente menos dor durante e após a sua realização”, explica.
Histerosalpingosonografia. Novo exame infertilidade
Histerosalpingosonografia

Outro diferencial é o avanço tecnológico em relação ao procedimento convencional. “Nesta nova técnica é possível captar imagens que permitem a visão complementar dos ovários, miométrio, endometriose intestinal e outas patologias relacionadas à infertilidade, como pólipos e miomas, por exemplo”, esclarece Dr. Cossi.

Evolução diagnóstica: a avaliação da permeabilidade das tubas uterinas é um dos passos fundamentais na investigação da infertilidade feminina. O exame, que era feito por meio da HSG - histerosalpingosonografia radiológica convencional, utilizava-se o contraste iodado, e a paciente relatava muitas dores.

Já na nova técnica, aplica-se o contraste ultrassonográfico de segunda geração chamado “ativo” por conter microbolhas de gás envolto por duas camadas de lipídios. Associada a ultrassonografia 3D e 4D em tempo real, estas microbolhas têm diâmetro semelhante ao das células hemácias e são utilizadas também em exames oncológicos e de ecocardiografia.

Como a histerosalpingosonografia é feita? 


Este método de diagnóstico é feito, geralmente, em ambulatório e, após o procedimento, a paciente já está liberada. O contraste “ativo com microbolhas” é injetado no colo do útero, por meio de um fino cateter.

Paralelamente, imagens de diferentes ângulos da pelve são captadas pelo transdutor do ultrassom o que permite verificar a permeabilidade das trompas. “A análise nos permite verificar quando há obstruções nas tubas ou alterações no útero.

Cerca de 10% a 15% dos abortos recorrentes são devido a alterações anatômicas do útero, como septo uterino e aderências localizadas dentro do órgão”, diz o Dr. Paulo Cossi, do RDO Diagnósticos Médicos.

Fonte: RDO Diagnósticos Médicos

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Redação: Renata Fraia - farmacêutica e jornalista, atuando desde 2008 na atenção e assistência farmacêutica nos blogs Saúde da Mulher e Saúde com Ciência cor background: #FEDCF6 Leia também:
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Sintomas da Endometriose

Antes de citar os sintomas da endometriose, vamos informar o que é endometriose... A endometriose é uma doença de difícil confirmação diagnóstica devido à necessidade de uma intervenção cirúrgica para a elucidação definitiva, a endometriose manifesta-se de diversas formas.

Dentre as possibilidades analisadas, acredita-se que a associação do refluxo menstrual com a deficiência imunológica seja a principal causa da doença.

Sintomas da Endometriose


Sintomas da endometriose
Dra. Flávia Fairbanks (Sintomas da Endometriose)


Constantes dores pélvicas, irregularidades na menstruação e infertilidade são os sintomas mais citados nos consultórios médicos por mulheres com endometriose, doença que afeta cerca de 15% da população feminina em idade reprodutiva.

No início, a paciente começa a ter cólicas menstruais muito fortes, o que deixa a pelve sensível e dolorida, prejudicando as relações sexuais.

Resumo dos sintomas da endometriose


  • Dores pélvicas
  • Cólicas menstruais muito fortes
  • Dores nas relações sexuais
  • Irregularidades na menstruação
  • Infertilidade

“Como o quadro é progressivo e as aderências entre os órgãos pélvicos vão se tornando cada vez mais frequentes, as limitações quanto às posições, a dificuldade de obter orgasmo e a própria libido, tendem a sofrer graves prejuízos”, afirma Dra. Flávia Fairbanks, ginecologista especializada em sexualidade humana.

O que mais preocupa é o fato de que, em muitos casos, mesmo após a cura cirúrgica ou medicamentosa da doença, quando a paciente já não sente mais dor, o dano sexual pode permanecer. “Não raramente nos deparamos com relacionamentos que naufragam, mulheres deprimidas e ansiosas, com péssima qualidade de vida”, revela Dra. Flávia.

Quando o médico é especializado em questões que envolvam a sexualidade, cabe a ele investigar minuciosamente essas questões com a paciente. “Caso o profissional não se sinta apto a tocar nesses aspectos, o encaminhamento a um especialista faz-se necessário para minimizar danos futuros e restaurar, na medida do possível, a vida sexual que a mulher levava antes de adoecer”, finaliza a profissional.

Fonte: Dra. Flávia Fairbanks Graduada pela Faculdade de Medicina da USP, realizou residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da FMUSP, foi médica preceptora da Ginecologia do Hospital das Clínicas da FMUSP. É Pós-graduada em Ginecologia do Hospital das Clínicas da FMUSP nos setores de Endometriose e Sexualidade Humana.

>> Espero que tenha gostado do artigo. Leia também: Infertilidade feminina pode se originar na adolescência.
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INFERTILIDADE - Causas de infertilidade e o que é infertilidade

A infertilidade - doença definida pela falha em engravidar após 12 meses de relações sexuais regulares sem proteção - é pouco conhecida e quase sempre diagnosticada de forma inesperada.

Uma pesquisa do laboratório MSD com mais de 580 homens e mulheres sobre a terapia de reprodução assistida mostrou que 65% deles nunca imaginaram que teriam problemas até começarem a tentar engravidar.

"É importante diagnosticar para iniciar o tratamento de infertilidade quando se é jovem, para uma reprodução mais segura, ainda que mais tardia", alerta o médico ginecologista, obstetra, e especialista em Reprodução Humana, Dr. Arnaldo Cambiaghi.

Para levar informação sobre as principais causas de infertilidade, e as medidas que podem ajudar na concepção que o Mês Mundial contra a Infertilidade foi criado em 2002 e é celebrado no mês de junho.
Causas de infertilidade

Infertilidade


Causas de infertilidade


• A infertilidade é uma doença do sistema reprodutivo definida pela falha em engravidar após 12 meses de relações sexuais regulares sem proteção.
• Cerca de 84% dos casais concebem dentro de um ano após o início das relações sexuais regulares sem contracepção. É aconselhável que aqueles que não obtiverem sucesso ao final desse período submetam-se à investigação clínica sobre infertilidade.
• Mulheres com idade superior a 35 anos devem procurar avaliação médica antes mesmo do término de um ano.
• Estima-se que um entre três casais apresente problemas de infertilidade, quando a mulher tem mais de 35 anos de idade.
• Há causas variadas para a infertilidade, incluindo deficiência na produção de óvulos ou de espermatozoides e anomalias genéticas ou congênitas, tanto na mulher como no homem.
• A infertilidade também está associada à idade e a certos fatores de risco, como tabagismo, obesidade e estresse.
• Sabe-se que de 20% a 30% dos casos de infertilidade estão relacionados ao parceiro, entre 20% e 35% são associados à mulher, de 25% a 40% das ocorrências apresentam-se como um problema de ambos e, em 10% a 20% dos episódios, nenhuma causa é encontrada.

Tratamento de Infertilidade

• Existem vários tipos de tratamento disponíveis para infertilidade: cirurgia, terapia com medicamentos, indução da ovulação e inseminação, entre outros.

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Color Shifting Cream: maquiagem muda de cor com sol ou água

Famosa por suas maquiagens e cosméticos inovadores, a marca de cosméticos americana, Chaos Makeup, acabou de lançar no mercado a Color Shifting Cream, uma maquiagem bastante peculiar. Quando é colocada no sol ou na água, ela muda de cor.

Color Shifting Cream: maquiagem muda de cor com sol ou água

Seu nome é Color Shifting Cream, e pode ser usado como iluminador, sombra e até batom. Assim que é aplicado na pele, o produto apresenta a cor da embalagem, mas depois ele se transforma para uma cor ainda mais bonita, basta que entre em contato com a luz do sol ou com a água -- caso você mergulhe na piscina, por exemplo, seu batom ou sombra poderá sair com uma cor diferente assim que você sair da piscina. Não é incrível?

Veja alguns dos tons que estão sendo testados pela marca, alguns já estão à venda:

  • Ice Blink, que muda do azul para o roxo; 
  • Cosmic Light, que era rosa e se transforma em verde; 
  • Moonspell, que muda do amarelo ao laranja.

Redação: Renata Fraia - farmacêutica e jornalista, atuando desde 2008 na atenção e assistência farmacêutica nos blogs Saúde da Mulher e Saúde com Ciência
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Tipos de Celulite

Os tipos de celulite são divididos (ou classificados) em "graus" do problema. quanto maior o número de grau, maior o problema da celulite. Confira:

Tipos de Celulite


Tipos de Celulite


- Celulite grau 0 (sim, existe o grau zero): Sem ondulações ou irregularidades na pele ao ficar de pé ou deitado, mas ao pinçar a região surgem as ondulações, mas não covinhas ou depressões;

- Celulite grau 1: Sem ondulações e irregularidades na pele ao ficar de pé ou deitado, mas ao pinçar a região surgem as ondulações e também covinhas e depressões;

- Celulite grau 2: Ondulações, rugosidades, depressões e covas espontaneamente se fica de pé, mas não deitada;




- Celulite grau 3: Ondulações, rugosidades e covinhas estão presentes mesmo deitado.

- Celulite grau 4:Em casos graves e crônicos de celulite podem aparecer nódulos e endurecimento da pele.

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Aleitamento materno no Brasil é referência mundial

Brasil é referência mundial em aleitamento materno, diz OPAS/OMS

O Representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Joaquín Molina, disse nesta quarta-feira (16) que as ações brasileiras para estimular o aleitamento materno são referência para o mundo.

Aleitamento materno no Brasil é referência mundial

A declaração foi dada durante a cerimônia de lançamento da Campanha Doe Leite Materno, feita pelo Ministério da Saúde do Brasil e a Rede Global de Bancos de Leite Humano.

“O Brasil tem sido um exemplo para outros países e isso se deve às suas políticas, regulações, estratégias e iniciativas de educação para toda a população sobre a importância do aleitamento. Precisamos aqui dar os parabéns também às brasileiras, porque elas foram responsáveis por aproximadamente 90% da coleta dos mais de 1 milhão de litros de leite doados no mundo nos últimos anos”.

O aleitamento materno se relaciona de várias formas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), adotados em 2015 pelos 193 países-membros das Nações Unidas. No caso do ODS 1 (Fim da pobreza), a amamentação dá às crianças um melhor começo de vida, independentemente de ela nascer em um país de renda alta ou baixa ou que sua família seja rica ou pobre.

Leite materno melhora rendimento de adultos


Um estudo publicado no Lancet Global Health aponta que crianças amamentadas durante 12 meses em áreas urbanas do Brasil alcançaram na vida adulta rendimentos 33% mais altos do que os amamentados por menos de 12 meses.

Leite materno diminui fome


Quanto ao ODS 2 (Fome zero), o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses ajuda a prevenir a fome, a desnutrição e a obesidade ao garantir todos os nutrientes e calorias necessárias para o crescimento e desenvolvimento do bebê.

Após esse período, a OPAS/OMS recomenda que a criança continue amamentando, junto com outros alimentos, por até dois anos ou mais.

Leite materno vita sobrepeso e diabetes


O leite materno também contribui muito para o alcance do ODS 3 (Saúde e bem-estar). Uma pesquisa publicada no periódico The Lancet afirma que a amamentação está associada a uma redução de 13% na probabilidade de prevalência de sobrepeso e/ou obesidade e uma redução de 35% na incidência de diabetes tipo 2.

Leite materno aumenta a inteligência


O mesmo estudo diz que o leite materno contribui para um aumento médio de três pontos no quociente de inteligência (QI). Outra evidência científica mostra que crianças amamentadas por um período superior a 12 meses em áreas urbanas do Brasil completaram um ano a mais de atividades educacionais em comparação com aqueles amamentados por menos de 12 meses. Ambas as conclusões colaboram para as metas do ODS 4 (Qualidade na educação).

O direito à amamentação e ordenha em locais públicos, que se relaciona com o ODS 5 (Igualdade de gênero), também deve ser garantido à toda a população. Quanto ao ODS 8 (Trabalho decente e crescimento econômico), somente dez de 38 países nas Américas (Belize, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Panamá, Peru e Venezuela) concedem pelo menos 14 semanas de licença-maternidade, conforme recomendado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Esse cenário pode ser um empecilho para que o aleitamento materno seja feito conforme as recomendações da OPAS/OMS. E é prejudicial também para a economia dos países.

Mães que amamentam faltam menos o trabalho


Um estudo publicado no American Journal of Health Promotion mostra que mães que amamentam se abstêm menos do trabalho do que as que dão fórmula infantil aos filhos. Isso porque os problemas de saúde das crianças alimentadas com leite materno costumam ser menos frequentes e graves.

Custos associados ao aleitamento materno inadequado


Além disso, no México, estimou-se que os custos associados ao aleitamento materno inadequado em crianças nascidas em 2012 variaram de 745,6 milhões a 2,41 bilhões de dólares estadunidenses (pesquisa "The costs of inadequate breastfeeding of infants in Mexico").

Já nos Estados Unidos o fardo da amamentação abaixo do recomendado é de 13 bilhões de dólares para crianças (excluindo-se os efeitos cognitivos) e de 17,4 bilhões de dólares para as mães (estudos "The burden of suboptimal breastfeeding in the United States: a pediatric cost analysis" e "Cost Analysis of Maternal Disease Associated With Suboptimal Breastfeeding").

Leite materno é fonte natural e sustentável de nutrição e subsistência


Por fim, em relação ao ODS 13 (Ação contra a mudança global do clima), o aleitamento materno aparece como uma fonte natural e sustentável de nutrição e subsistência, que não polui o meio ambiente e exige poucos recursos. Em contraste, as fórmulas infantis se somam às emissões de gás do efeito estufa em cada passo da produção, transporte, preparação e uso, além de gerarem lixo. Dessa forma, só devem ser consumidas se forem realmente necessárias.

Sala de amamentação


A Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde recomenda que os bebês sejam alimentados exclusivamente pelo leite da mãe até os seis meses e que a amamentação continue acontecendo, junto com outros alimentos, por até dois anos ou mais.

Por isso, a Representação da OPAS/OMS no Brasil criou em 2015 uma Sala de Apoio à Amamentação, onde a mulher pode esvaziar as mamas, armazenando seu leite em frascos. O líquido é mantido em um freezer a uma temperatura controlada. No fim do expediente, a mãe pode levar seu leite para casa e oferecê-lo ao filho ou doá-lo a um Banco de Leite Humano.

Fonte: OMS

>> Complemente sua leitura com o artigo: Como doar leite materno, locais de doação e benefícios

Redação: Renata Fraia - farmacêutica e jornalista, atuando desde 2008 na atenção e assistência farmacêutica nos blogs Saúde da Mulher e Saúde com Ciência
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Câncer de mama 'espalha' mais em tecidos obesos

Você já ouviu dizer que pessoas obesas têm mais riscos de terem câncer? Isso é verdade para todos os tipos, mas...

Câncer de mama 'espalha' mais em tecidos obesos

... Parece que em casos de câncer de mama esses dizeres são ainda mais verdadeiros. Um estudo relatado em reunião da American Association for Cancer Research mostrou que o tumor de mama cresceu mais em tecidos de pessoas obesas. O achado reforça relação entre câncer e obesidade.

Leia tambémExame de sangue detecta câncer de mama 5 anos antes

A pesquisa ajuda a explicar a correlação entre o câncer e a obesidade, e vem confirmar o que já tinha sido demonstrado em outros estudos sobre o tema.

“Estamos interessados ​​em algo chamado ‘microambiente’. São células em torno do tumor e também os produtos químicos fabricados por elas”;

Disse Liza Makowski, professora da na UNC Gillings School of Global Public Health, na Carolina do Norte (EUA), em nota.

Sobre a pesquisa e os resultados do avanço do câncer de mama em obesos


Durante a pesquisa, a equipe da pesquisadora estudou o câncer de mama em três microambientes diferentes: no de obesos, no de magros e no daqueles que já foram obesos.

Os tumores ficaram significativamente maiores nos grupo dos obesos do que nos magros. Eles também cresceram no microambiente de quem perdeu peso, mas menos do que no tecido obeso.  As descobertas sugerem que a perda de peso ajudaria a diminuir a progressão da doença.

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Curiosamente, no entanto, quando os pesquisadores analisaram os genes de cada tumor, eles perceberam que não havia muita diferença entre eles. Isso reforça a tese do microambiente como gatilho para o crescimento do tumor – o que pode ser importante para o desenvolvimento de novas pesquisas e tratamentos.

Redação: Renata Fraia - farmacêutica e jornalista, atuando desde 2008 na atenção e assistência farmacêutica nos blogs Saúde da Mulher e Saúde com Ciência
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